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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

"Mágoas da Escola" Daniel Pennac

Em “Mágoas da Escola”, Daniel Pennac aborda os problemas da escola e da educação desde um ponto de vista insólito – o ponto de vista do mau aluno.
Pennac, que foi ele próprio um péssimo estudante, analisa a figura do cábula outorgando-lhe a nobreza que merece e restituindo-lhe a carga de angústia e dor que inevitavelmente o acompanha.
Misturando recordações autobiográficas e reflexões acerca da pedagogia e das disfunções da instituição escolar, sobre a dor de ser um mau estudante e a sede de aprendizagem, sobre o sentimento de exclusão e o amor ao ensino, Daniel Pennac oferece-nos, com amor e ternura, uma brilhante e saborosa lição de inteligência.
“Mágoas da Escola” é um livro único e irrepetível, que todos os pais e todos os professores não podem deixar de ler – e dar a ler.
.
Citações:
“
- Os profes dão-nos cabo do juízo!
- Enganas-te, o teu juízo já está comprometido. Os professores procuram remediá-lo.”
.
“Dantes o cábula era representado de pé, voltado para a parede, com orelhas de burro à volta da cabeça. Esta imagem não estigmatizava nenhuma categoria social em particular, apontava um aluno entre outros, mandado para o canto da sala por não ter aprendido a lição, não ter feito os trabalhos de casa, (…) Hoje em dia, e pela primeira vez na nossa história, é toda uma categoria de crianças e adolescentes que se vêem, quotidianamente, sistematicamente, estigmatizados como cábulas emblemáticos. Já ninguém os volta para a parede, já ninguém lhes põe orelhas de burro, a própria palavra «cábula» caiu em desuso, o racismo é considerado uma infâmia, mas filmam-nos constantemente, mas apontam-nos a toda a França, mas escrevem-se, sobre os malefícios de alguns deles, artigos que os apresentam como um cancro incurável às costas da Educação Nacional. Não satisfeitos por os fazer sofrer o que se assemelha a um apartheid escolar, ainda temos de os encarar como uma doença nacional: são toda a juventude de todos os subúrbios.”

domingo, 20 de junho de 2010

José Saramago

José Saramago
(16 de Novembro de 1922 - 18 de Junho de 2010)

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Morreu o MEU Professor de Literatura Inglesa

Tive o privilégio de ser discente do professor Paulo Carvalho na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), onde leccionava Literatura Inglesa.
Com ele apaixonei-me por Shakespeare ... Jamais esquecerei a forma como citava “Henry V”, “The Merchant of Venice”, “Hamlet”, “Midsummer Night's Dream”, …
RIP
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in Público

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Dia Mundial do LIVRO

quarta-feira, 24 de março de 2010

[Jane Austen] Quotes

“I cannot make speeches. If I loved you less, I might be able to talk about it more.” Jane Austen - Emma

(Tr. Não sei fazer discursos. Se a amasse menos, talvez pudesse dizer mais coisas.)

domingo, 21 de março de 2010

Dia Mundial da POESIA

domingo, 3 de janeiro de 2010

Harry Potter é o herói da década

Um jovem feiticeiro, os seus amigos e as aventuras num colégio interno com artes mágicas e seres fantásticos à mistura. Harry Potter, a personagem criada por J. K. Rowling, é o herói da literatura da década. É difícil dizer ao certo quantos livros de Harry Potter já foram vendidos - provavelmente mais de 500 milhões em todo o mundo e em cerca de 70 idiomas. No momento em que se fazem os balanços da década, quatro dos sete livros da série aparecem entre os mais vendidos no Reino Unido e nos Estados Unidos - e o resto do mundo segue a tendência.
O sucesso de Harry Potter começou em 1997 com a publicação do primeiro livro, A Pedra Filosofal - a crítica gostou e o livro entrou directamente para as tabelas dos mais vendidos, concorrendo directamente com os títulos para adultos. A série teve tal impacto, quer em nome próprio quer influenciando uma série de novos autores, que, no ano 2000, o jornal The New York Times criou uma lista separada para os bestsellers de literatura infanto-juvenil.
A cada nova edição bateram-se recordes de vendas. Foi com Harry Potter que se iniciou a moda dos lançamentos globais, com as livrarias abertas à meia-noite e filas intermináveis de miúdos que começam a ler os livros antes mesmos de chegarem à caixa para pagar. Nos Estados Unidos, O Globo de Fogo teve uma primeira edição de 3,8 milhões de cópias. Um recorde que foi batido com A Ordem de Fénix que teve 8,5 milhões de cópias e que foi novamente superado com O Príncipe Misterioso e as suas 10,8 milhões de cópias - das quais 6,9 foram vendidas em apenas 24 horas. A primeira tiragem de As Relíquias da Morte, nos EUA, foi de 12 milhões de cópias. E, embora o último livro tenha sido publicado em 2007, o fenómeno continua no cinema.
Se olharmos com a atenção para as listas dos livros mais vendidos da década publicadas pelo The Guardian e pelo USA Today, que podemos cruzar com as listagens da Amazon (americana e inglesa), encontramos em todas elas três nomes dominantes:

J.K. Rowling, Dan Brown e Stephenie Meyer.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

DEFICIÊNCIAS, Mário Quintana

"Deficiente" é aquele que não consegue modificar a sua vida, aceitando as imposições das outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.
"Cego" é aquele que não vê o seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para os seus míseros problemas e pequenas dores.
"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir os seus tostões no fim do mês.
"Mudo" é aquele que não consegue dizer o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
"Paralítico" é quem não consegue andar na direcção daqueles que precisam da sua ajuda.
"Diabético" é quem não consegue ser doce.
"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.
E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:
"Miseráveis" são todos os que não conseguem falar com Deus.
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"A amizade é um amor que nunca morre."

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

The Nobel Prize in Literature 2009

“who, with the concentration of poetry and the frankness of prose, depicts the landscape of the dispossessed”
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O Prémio Nobel da Literatura 2009 foi hoje atribuído a Herta Müller, romancista alemã nascida na Roménia em 1953.
Herta Muller é distinguida pela Academia sueca por ter
“com a densidade da poesia e a franqueza da prosa, representado o universo dos deserdados”
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terça-feira, 1 de setembro de 2009

[Quotes] Sherlock Holmes

“Às onze horas do dia seguinte estávamos muito perto dessa antiga capital Inglesa [Winchester]. Holmes passou todo o tempo a ler os jornais.
A paisagem era linda, denotando a entrada da Primavera.
- Como está agradável – exclamei, com o entusiasmo de um homem que se vê livre da neblina de Londres.
Mas Holmes sacudiu a cabeça solenemente.
- Sabe Watson, que uma das maldições de uma mentalidade como a minha é não poder desviar a atenção do assunto especial com que está ocupada. Você olha para aquelas casas e impressiona-se com a sua beleza, eu olho-as, e o único pensamento que me vem é no sentido do seu isolamento e da impunidade com que o crime pode ser perpetrado ali.
- Céus! – exclamei. – Quem mais associaria o crime àquelas lindas casas antigas?
- Elas fazem-me sempre horror. É a minha convicção, Watson, baseada na experiência, que as vielas mais baixas e vis de Londres não apresentam maior número de pecados do que a mais linda e alegre paisagem do campo.
- Você horroriza-me.
- Mas é óbvia a razão. A opinião pública pode mais numa cidade do que a própria polícia. Há muitos crimes cometidos nesses lugares retirados, e ninguém sabe deles.”
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in “Aventuras de Sherlock Holmes - As Faias Cor de Cobre”

Sir Arthur Conan Doyle

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Susan Lewis|Um Amor Inesperado

Título: Um Amor Inesperado
Editora: Porto Editora
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Sinopse
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Natalie, filha adolescente de Jessica e Charlie Moore, morre num estranho acidente em França.
Pai e mãe ficam destroçados. Mas Jessica sente que ficou algo por explicar, enquanto Charlie se recusa a discutir o que aconteceu naquele fatídico dia.
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Então, o casamento de ambos é abalado por mais um choque, e Jessica parte para França, sozinha, em busca de respostas.
Quando chega a uma paradisíaca vinha no coração da Borgonha, descobre muito mais do que esperava: um amor completamente proibido e uma verdade que mudará a sua vida para sempre.
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Tendo como cenário um Verão quente e um enfeitiçante mundo de aromas, paladares e romance, Um Amor Inesperado é uma história íntima e apaixonada de amor e desilusão, de lealdade e traição.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Quando me amei de verdade ...

Quando me amei de verdade, compreendi que, em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exacto! Então, pude relaxar. Hoje, sei que isso tem um nome ... auto-estima

Quando me amei de verdade, pude perceber que a minha angústia, o meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou a ir contra as minhas verdades. Hoje, sei que isso é ... autenticidade

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento. Hoje, chamo a isso ... amadurecimento

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou que a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo. Hoje, sei que o nome disso é ... respeito

Quando me amei de verdade, comecei a livrar-me de tudo o que não me fosse saudável, pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início, a minha razão chamou essa atitude egoísmo.
Hoje sei que se chama ... amor-próprio

Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalómanos de futuro. Agora, faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo. Hoje sei que isso é ... simplicidade

Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre razão e, com isso, errei menos vezes. Hoje, descobri a ... humildade

Quando me amei de verdade, desisti de ficar a reviver o passado e de me preocupar com o futuro. Agora, mantenho-me no presente, que é quando a vida acontece. Hoje, vivo um dia de cada vez. Isso é ... plenitude

Quando me amei de verdade, percebi que a minha mente pode atormentar-me e decepcionar-me. Mas quando a coloco ao serviço do coração, ela torna-se uma grande e valiosa aliada. Tudo isso é ... saber viver!

“Não devemos ter medo dos confrontos. Até os planetas chocam e do caos nascem as estrelas.”

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Charles Chaplin

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Os CEM melhores livros de sempre

1. Guerra e Paz , Lev Tolstoi, 1869
2. 1984, George Orwell, 1949
3. Ulisses, James Joyce, 1922
4. Lolita, Vladimir Nabokov, 1955
5. O Som e a Fúria, William Faulkner, 1929
6. O Homem Invisível, Ralph Ellison, 1952
7. Rumo ao Farol, Virginia Woolf, 1927
8. Ilíada e Odisseia, Homero, século VIII a.c.
9. Orgulho e Preconceito, Jane Austen, 1813
10. A Divina Comédia, Dante Alighieri, 1321
11. Os Contos de Cantuária, Geoffrey Chaucer, século XV
12. As Viagens de Gulliver, Jonathan Swift, 1726
13. A Vida Era Assim em Middlemarch, George Eliot, 1874
14. Quando Tudo se Desmorona, Chinua Achebe, 1958
15. À Espera no Centeio, J. D. Salinger, 1951
16. E Tudo o Vento Levou, Margaret Mitchell, 1936
17. Cem Anos de Solidão, Gabriel García Márquez, 1967
18. O Grande Gatsby, Scott Fitzgerald, 1925
19. Catch 22, Joseph Heller, 1961
20. Beloved, Toni Morrison, 1987
21. As Vinhas da Ira, John Steinbeck, 1939
22. Os Filhos da Meia-Noite, Salman Rushdie, 1981
23. Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley, 1932
24. Mrs. Dalloway, Virgínia Woolf, 1925
25. O Filho Nativo, Richard Wright, 1940
26. Da Democracia na América, Alexis de Tocqueville, 1835
27. A Origem das Espécies, Charles Darwin, 1859
28. Histórias, Heródoto, 440 a.c.

29. O Contrato Social, Jean-Jacques Rosseau, 1762
30. O Capital, Karl Marx, 1867
31. O Príncipe, Nicolau Maquiavel, 1532
32. Confissões, Santo Agostinho, século IV
33. Leviatã, Thomas Hobbes, 1651
34. História da Guerra do Peloponeso, Tucídides, 431 a.c.
35. O Senhor dos Anéis, J.R.R. Tolkien, 1954

36. Winnie The Pooh, A. A. Milne, 1926
37. O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, C. S. Lewis, 1950
38. Passagem para a Índia, E. M. Forster, 1924
39. Pela Estrada Fora, Jack Kerouac, 1957
40. Por Favor Não Matem a Cotovia, Harper Lee, 1960
41. A Bíblia Sagrada
42. Laranja Mecânica, Anthony Burgess, 1962
43. Luz em Agosto, William Faulkner, 1932
44. As Almas da Gente Negra, W. E. B. Du Bois, 1903
45. Vasto Mar de Sargaços, Jean Rhys, 1966
46. Madame Bovary, Gustave Flaubert, 1857
47. O Paraíso Perdido, John Milton, 1667
48. Anna Karenina, Lev Tolstoi, 1877
49. Hamlet, William Shakespeare, 1603
50. Rei Lear, William Shakespeare, 1608
51. Otelo, William Shakespeare, 1622
52. Sonetos, William Shakespeare, 1609
53. Folhas de Erva, Walt Whitman, 1855
54. As Aventuras de Huckleberry Finn, Mark Twain, 1885
55. Kim, Rudyard Kipling, 1901
56. Frankenstein, Mary Shelley, 1818
57. Song of Solomon, Toni Morrison, 1977
58. Voando Sobre um Ninho de Cucos, Ken Kesey, 1962
59. Por Quem os Sinos Dobram, Ernest Hemingway, 1940
60. Matadouro Cinco, Kurt Vonnegut, 1969
61. O Triunfo dos Porcos, George Orwell, 1945
62. O Deus das Moscas, William Golding, 1954
63. A Sangue Frio, Truman Capote, 1965
64. O Caderno Dourado, Doris Lessing, 1962
65. Em Busca do Tempo Perdido, Marcel Proust, 1913
66. À Beira do Abismo, Raymond Chandler, 1939
67. Na Minha Morte, William Faulkner, 1930
68. O Sol Nasce Sempre (Fiesta), Ernest Hemingway, 1926

69. Eu, Cláudio, Robert Graves, 1934
70. Coração, Solitário Caçador, Carson McCullers, 1940
71. Filhos e Amantes, D. H. Lawrence, 1913
72. All The King's Men, Robert Penn Warren, 1946
73. Go Tell It on The Mountain, James Baldwin, 1953
74. A Menina e o Porquinho, E. B. White, 1952
75. O Coração das Trevas, Joseph Conrad, 1902
76. Noite, Elie Wiesel, 1958
77. Corre, Coelho, John Updike, 1960
78. A Idade da Inocência, Edith Wharton, 1920
79. O Complexo de Portnoy, Philip Roth, 1969
80. Uma Tragédia Americana, Theodore Dreiser, 1925
81. O Dia dos Gafanhotos, Nathanael West, 1939
82. Trópico de Câncer, Henry Miller, 1934
83. O Falcão de Malta, Dashiell Hammett, 1930
84. Mundos Paralelos, Philip Pullman, 1995
85. Death Comes for the Archbishop, Willa Cather, 1927
86. A Interpretação dos Sonhos, Sigmund Freud, 1900
87. A Educação de Henry Adams, Henry Adams, 1918
88. O Livro Vermelho, Mao Tsé Tung, 1964
89. As Variedades da Experiência Religiosa, William James, 1902
90. Reviver o Passado em Brideshead, Evelyn Waugh, 1945
91. A Primavera Silenciosa, Rachel Carson, 1962
92. A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda, John Maynard Keynes, 1936
93. Lord Jim, Joseph Conrad, 1900
94. Goodbye to All That, Robert Graves, 1929
95. A Sociedade da Abundância, John Kenneth Galbraith, 1958
96. O Vento nos Salgueiros, Kenneth Grahame, 1908
97. A Autobiografia de Malcolm X, Alex Haley e Malcolm X, 1965
98. Eminent Victorians, Lytton Strachey, 1918
99. A Cor Púrpura, Alice Walker, 1982
100. Memórias da Segunda Guerra Mundial, Winston Churchill, 1948

in Expresso

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Quem se lembra de Sophia?

in DN - Quem se lembra de Sophia?

segunda-feira, 30 de março de 2009

Susanna Tamaro|Vai aonde te leva o Coração

“A infância e a velhice são muito semelhantes. Em ambos os casos por motivos diferentes, é-se bastante inerme. Ainda não - ou já não - se toma parte activa na vida e isso permite uma sensibilidade sem esquemas, aberta.”
“Deve ser assim, disse então para comigo, quando se é jovem, é-se carnívoro, e quando se é velho, herbívoro.”
“O que me impressionava não era bem a promiscuidade, mas o grande empobrecimento dos sentimentos. Com o fim das proibições e da unicidade da pessoa, desaparecera também a paixão. A Ilaria e as amigas pareciam-me daquelas pessoas que, muito constipadas, são convidadas para um banquete e que, por educação, comem tudo o que lhes é oferecido sem o saborearem: para elas, as cenouras, o assado e os coscorões tinham o mesmo sabor.”
“Ainda não há muito tempo, li, já não sei onde, esta máxima dos Índios da América: «Antes de julgares uma pessoa, caminha durante três luas com os seus mocassins». Agradou-me tanto que, para não me esquecer, copiei-a para o bloco que está ao pé do telefone.”
“E quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás-de escolher, não te metas por uma ao acaso, senta-te e espera. Respira com a mesma profundidade confiante com que respiraste no dia em que vieste ao mundo, e sem deixares que nada te distraia, espera e volta a esperar. Fica quieta, em silêncio e ouve o teu coração. Quando ele te falar, levanta-te e vai para onde ele te levar.”
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in Vai aonde te leva o Coração

sábado, 21 de março de 2009

Dia Mundial da Poesia

domingo, 1 de março de 2009

Oceanário de Lisboa (I)

Fomos ao Oceanário e, logo à entrada, estremeci com a inscrição …
Fez-me rememorar a razão que me fez optar pelas Letras.

“Quando eu morrer voltarei para buscar
Os instantes que não vivi junto do mar”

Sophia de Mello Breyner Andresen

domingo, 12 de outubro de 2008

Velho do Restelo

“Li, há dias, numa entrevista com uma professora de Literatura Portuguesa, que o episódio do Velho do Restelo foi excluído do estudo d'Os Lusíadas. Curioso, porque este era o episódio que punha tudo em causa, que questionava, que analisava por outra perspectiva, que é algo que as crianças e adolescentes de hoje em dia estão pouco habituados a fazer. Sabem contrariar, é certo, mas não sabem questionar. São coisas bem diferentes: contrariar tem o seu quê de gratuito; questionar tem tudo de filosófico. Para contrariar, basta bater o pé. Para questionar, é preciso pensar.
(…)
Tenho pena, porque no meu tempo (que não é um tempo assim tão distante), o episódio do Velho do Restelo, juntamente com os de Inês de Castro e da Ilha dos Amores, era o que mais apaixonava e empolgava a turma. Eram três episódios marcantes, que quebravam a monotonia do discurso de engrandecimento da nação e que, por isso, tinham o mérito de conseguir que os alunos tivessem curiosidade em descodificar as suas figuras de estilo e desbravar o hermetismo da linguagem.
(…)
Para terminar, tenho um enorme prazer em dedicar-lhe, aqui, uma estrofe do episódio do Velho do Restelo. Para que não caia no esquecimento. Nem no seu, nem no nosso.”

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'A que novos desastres determinas
De levar estes Reinos e esta gente?
Que perigos, que mortes lhe destinas,
Debaixo dalgum nome preminente?
Que promessas de reinos e de minas
De ouro, que lhe farás tão facilmente?
Que famas lhe prometerás? Que histórias?
Que triunfos? Que palmas? Que vitórias?'
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(in Carta de uma Encarregada de Educação a José Sócrates)

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Agatha Christie deixou para trás 27 pistas ...

Mais de 30 anos depois da sua morte, Agatha Christie, a escritora que engendrava os mistérios mais mirabolantes para Miss Marple e Poirot desvendarem, deixou para trás uma pista... ou melhor, 27 pistas. Um conjunto de gravações esquecidas há mais de 40 anos em que Agatha Christie fala da sua vida, da sua escrita e das personagens que criava.
As quase 14 horas de monólogo, gravadas nos anos 60, estavam guardadas num armário, dentro de uma velha caixa e foram encontradas pelo único neto, Mathew Prichard, enquanto fazia as limpezas de verão na casa da avó, em Devon, Reino Unido.
“Estou emocionado com a descoberta, e do ponto de vista familiar estou mais do que feliz por poder ouvir de novo a voz da minha avó como se fosse ontem”, revelou Prichard, citado pelo Times online ...
As gravações feitas pela “Rainha do Crime” são sobre as viagens que fez ao Médio Oriente, a lua-de-mel com o segundo marido, Max Mallowan, e a razão pela qual não queria que Miss Marple e Poirot se encontrassem.
“As pessoas não param de me escrever a sugerirem que Miss Marple e Hercule Poirot deviam encontrar-se, mas porquê? Tenho a certeza que eles não iriam de todo gostar de se conhecer”, revela a escritora.
Graças às gravações descobrimos que a personagem de Miss Marple é inspirada na avó de Agatha e que ambas têm em comum a inteligência: “Apesar de ser uma pessoa alegre, esperava sempre o pior de tudo e de todos e, com uma perspicácia quase assustadora, acabava sempre por estar certa”.
Sobre Hercule Poirot, a escritora considera que é “um completo egoísta que não gostava de ser ensinado nem chamado a atenção ou que lhe fizessem sugestões, especialmente por uma velha senhora”.
Por desvendar fica o derradeiro mistério da vida de Agatha Christie. Em 1926 abandonou o carro na estrada e desapareceu durante 12 dias. A polícia organizou buscas para a encontrar mas sem resultado. Agatha Christie assumiu a identidade de miss Neele, o nome da amante do marido, e esteve todo o tempo em Harrogate, no Yorkshire, a fazer compras e a divertir-se enquanto o seu desaparecimento fazia temer o pior.
Christie escreveu mais de 80 romances policiais e, segundo o Times online, apenas a Bíblia e Shakespeare venderam mais do que ela no Reino Unido, que atingiu a impressionante soma de quatro mil milhões de cópias.
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terça-feira, 19 de agosto de 2008

Federico Garcia Lorca

Há 72 anos, a 19 de Agosto de 1936, o poeta, romancista e dramaturgo espanhol Federico Garcia Lorca é baleado até à morte por tropas franquistas, em Granada, depois de ter sido obrigado a cavar a sua própria sepultura.
Garcia Lorca foi um dos mais importantes escritores espanhóis do século XX, ficando imortalizado pelas suas peças “A Casa de Bernarda Alba”, “Yerma” e “Bodas de Sangue”. Tinha 38 anos.