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segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Sinto um peso na consciência ...

“Agora, depois do salto de Nélson Évora para o ouro, apetece-me rebobinar para uma incomodidade que me anda a atazanar. Há dias, Marco Fortes fez dois lançamentos nulos do peso e um de 18,05m. Não gostei. Eu, que nem sabia que havia lançamentos nulos. Depois, Fortes disse: “De manhã só é bom é na caminha, pelo menos comigo.” Indignei-me. Eu, que nas condições mais dramáticas fujo para a frente com uma frase irónica. Que sei eu de Fortes para não lhe dar igual veia? E, tendo-a, o direito de usar a ironia? Depois, ele foi 'convidado' a regressar de Pequim. Depois, ele tem sido linchado pelos seus fracasso e frase. Daí, o meu incómodo. Não gosto de uivar com os lobos e fui cúmplice. Eu, que se fizesse 18,05 m em lançamento de crónica (a minha especialidade), então Roberto Pompeu de Toledo, cronista brasileiro da Veja, lançaria a 180,5m. Eu, perante esse meu fiasco, seria capaz de uma frase irónica. E, apesar disso, não deixaria de ser o profissional sério que sou. E Fortes?”
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Na edição de 22 de Agosto do DN, Ferreira Fernandes redimiu-se do que escrevera dias antes a propósito do “muito infeliz” comentário de Marco Fortes. Nada como assumir “um peso na consciência” de forma elegante. É por isso que sou leitora assídua das crónicas de Ferreira Fernandes, um homem que não precisa de “pressões exteriores” para pedir desculpa na altura certa.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Segredos ...

When I was little, I thought I had the power to change stoplights.
When my parents were going to get a divorce, I bargained with God. He could take my power if they stayed together.
They're still married. I can't change stoplights.
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(Tr. Quando eu era pequena, eu achava que tinha o dom de mudar os semáforos. / Quando os meus pais se iam divorciar, eu fiz um acordo com Deus. Ele podia ficar com o meu dom se eles ficassem juntos. / Eles ainda estão casados. Eu não consigo mudar os semáforos.)
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domingo, 15 de junho de 2008

Carta datada do ano ... 2070

Obrigada Rita!

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Pessoas Estupidamente Inteligentes Dentro (do) Obvio

(Para a minha maninha ... Isabel Ferreira)

O filme FORREST GUMP, começa com uma pena caindo aos pés de Forrest Gump, que está sentado numa paragem de autocarros, na localidade de Savana, Geórgia.
Forrest pega na pena e coloca-a dentro de um livro, e então começa a contar a história de sua vida a uma mulher sentada próxima dele.
Os passageiros que ouvem a sua história, vão mudando regularmente ao passar da história, cada um mostrando diferentes reacções perante a história do Forrest Gump...
Forrest no filme, vai frequentemente repetindo as suas frases favoritas: "A vida é como uma caixa de chocolates, e você nunca sabe o que vai encontrar" e "Estúpido é aquele que age como um estúpido".
Outras pessoas que têm papéis importantes na vida de Forrest são Jenny Curran, uma amiga de infância, que foi sexualmente abusada pelo seu pai.
Benjamin Buford, "Bubba" Blue, um jovem negro pescador de camarões que cumpre o serviço militar com Forrest na Guerra do Vietname; e sabe tudo que se pode saber sobre camarões, tornando-se o seu melhor amigo.
O Tenente Dan Taylor, outras das personagens relevante deste filme, é o comandante da unidade onde Forrest e Bubba cumprem o serviço militar...
Os encontros e desencontros destas personagens durante todo o filme, faz com que Forrest vá contando toda a história recente dos Estados Unidos, e que se vá encontrando com pessoas famosas:
Ele é um descendente de Nathan Bedford Forrest, um general e fundador da Ku Klux Klan.
Ele encontra-se Elvis Presley, quando este se hospedou na sua casa como um hóspede.
Forrest Gump, devido a um problema físico que possui em criança, ao tentar dançar com um aparelho nas pernas, inspira Rei do rock n´roll nos seus famosos movimentos de dança.
Enquanto corria para escapar de um grupo de arruaceiros, a velocidade de Forrest é notada pelo técnico Bear Bryant da University of Alabama. Forrest é recrutado pelo técnico Bryant para jogar futebol americano, que ele joga por cinco anos. Ele faz parte da equipe que venceu o Campeonato da NCAA em 1961.

Ele encontra o presidente John Kennedy após a equipe das estrelas do futebol americano universitário ser convidada a ir à Casa Branca.
Uma vez que era de graça, Forrest bebeu 15 garrafas de Dr. Pepper. Após apertar a mão do presidente Kennedy, este pergunta como ele sentia, Gump respondeu: "Estou apertado".
Ele depois encontraria o presidente Lyndon Johnson, que o presenteia com a medalha de honra pelo resgate heróico dos seus colegas soldados, no Vietname.
Após Forrest contar a Johnson sobre seu ferimento, Johnson diz que gostaria de ver o ferimento alguma hora. Nisso, Forrest hesitantemente, mas obedientemente abaixa suas calças e mostra o ferimento nas nádegas. Presidente Johnson vai embora, murmurando, "Caramba, filho."

Num protesto em Washington, Gump encontra Abbie Hoffman e faz um discurso que não se ouve devido a problemas técnicos (um oficial militar puxa os fios do microfone dos alto-falantes e do sistema de som). A multidão acaba por aplaudir Gump após a reacção emocionada do líder do protesto ao final do discurso.
De acordo com Tom Hanks, Gump diz: "Algumas vezes quando as pessoas vão para o Vietname, volta para casa sem as suas pernas. Algumas vezes elas nem voltam para casa. Isso é muito mau. E isso é tudo o que tenho a dizer sobre esse assunto."
Finalmente, após fazer parte da equipe de ténis de mesa dos Estados Unidos, Forrest Gump encontra o presidente Richard Nixon, que lhe pergunta onde ele está hospedado, e então oferece a Forrest um hotel muito melhor, que era o complexo de escritórios e hotel de Watergate. Forrest liga para a recepção após perceber várias lanternas numa outra sala, chamando atenção ao que seria o Caso Watergate, que precipitaria a queda de Nixon.
Ele encontra Dick Cavett e John Lennon no programa de entrevistas de Cavett, e as suas visões sobre a China inspiram Lennon a compor Imagine.
No DVD da edição de coleccionador há mais duas cenas cortadas:
Numa, Forrest joga ténis de mesa com George H.W.Bush, na altura embaixador na China.
Noutra, Forrest salva a marcha pelos direitos civis de Martin Luther King, brincando com os cães da polícia.

O barco de pesca de camarões de Forrest Gump foi o único a sobreviver a fúria total do Furacão Carmen, um furacão de categoria 4 que veio pela Luisiana em 1974, o que faz mudar de ramo de actividade, o seu sócio cria (segundo ele) uma empresa de frutas... que seria nada mais nada menos que a Apple...
Um filme a ver ou rever...sem dúvida a pessoa mais Estúpidamente Inteligente que conheço!!

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Mundo VIRTUAL ...

Entrei apressado e com muita fome no restaurante. Escolhi uma mesa bem afastada do movimento, porque queria aproveitar os poucos minutos que dispunha naquele dia, para comer e acertar alguns bugs de programação num sistema que estava a desenvolver, além de planear a minha viagem de férias, coisa que há tempos que não sei o que são.
Pedi um filete de salmão com alcaparras em manteiga, uma salada e um sumo de laranja, afinal de contas fome é fome mas dieta é dieta, não é?!
Abri o meu portátil e apanhei um susto com aquela voz baixinha atrás de mim:
- Senhor, não tem umas moedinhas?
- Não tenho, menino.
- Só uma moedinha para comprar um pão.
- Está bem, eu compro um.
Para variar, a minha caixa de correio estava cheia de emails.
Fico distraído a ver poesias, as formatações lindas, rindo com as piadas malucas. Ah! Essa música leva-me até Londres e às boas lembranças de tempos áureos.
- Senhor, peça para colocar manteiga e queijo.
Percebo nessa altura que o menino tinha ficado ali.
- Ok. Vou pedir, mas depois deixas-me trabalhar, estou muito ocupado, está bem?
Chega a minha refeição e com ela o meu mal-estar. Faço o pedido do menino, e o empregado pergunta-me se quero que mande o menino ir embora. O peso na consciência, impedem-me de o dizer. Digo que está tudo bem. Deixe-o ficar. Que traga o pão e, mais uma refeição decente para ele. Então sentou-se à minha frente e perguntou:
- Senhor, o que está a fazer?
- Estou a ler uns emails.
- O que são emails?
- São mensagens electrónicas mandadas por pessoas via Internet.
(sabia que ele não ia entender nada, mas, a título de livrar-me deste tipo de questionários ...)
- É como se fosse uma carta, só que via Internet.
- O Senhor tem Internet?
- Tenho sim, essencial no mundo de hoje.
- O que é Internet?
- É um local no computador, onde podemos ver e ouvir muitas coisas, notícias, músicas, conhecer pessoas, ler, escrever, sonhar, trabalhar, aprender. Tem de tudo no mundo virtual.
- E o que é virtual?
Resolvo dar uma explicação simplificada, sabendo com certeza que ele pouco vai entender e deixar-me-ia almoçar, sem culpas.
- Virtual é um local que imaginamos, algo que não podemos tocar, apanhar, pegar... é lá que criamos um monte de coisas que gostaríamos de fazer. Criamos as nossas fantasias, transformamos o mundo em quase como queríamos que fosse.
- Que bom isso. Gostei!
- Menino, entendeste o significado da palavra virtual?
- Sim, também vivo neste mundo virtual.
- Tens computador?! - Exclamo eu!!!
- Não, mas o meu mundo também é vivido dessa maneira...Virtual.
A minha mãe fica todo dia fora, chega muito tarde, quase não a vejo, enquanto eu fico a cuidar do meu irmão pequeno que vive a chorar de fome e eu dou-lhe água para ele pensar que é sopa; a minha irmã mais velha sai todo dia também, diz que vai vender o corpo, mas não entendo, porque ela volta sempre com o corpo; o meu pai está na cadeia há muito tempo, mas imagino sempre a nossa família toda junta em casa, muita comida, muitos brinquedos de Natal e eu a estudar na escola para vir a ser Médico um dia...
Isto é virtual não é senhor???
Fechei o portátil, mas não fui a tempo de impedir que as lágrimas caíssem sobre o teclado. Esperei que o menino acabasse de literalmente 'devorar' o prato dele, paguei, e dei-lhe o troco, que me retribuiu com um dos mais belos e sinceros sorrisos que já recebi na vida e com um ‘Obrigado senhor, você é muito simpático!’


Ali, naquele instante, tive a maior prova do virtualismo insensato em que vivemos todos os dias, enquanto a realidade cruel nos rodeia de verdade e fazemos de conta que não percebemos!!!
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Obrigada Augusto!